Serra na presidência preocupa argentinos

Em artigo publicado na edição de hoje do jornal Página 12, o articulista Horacio Verbitsky afirma que uma eventual chegada de José Serra à presidência, em 2010, significaria, além de uma guinada à direita no Brasil, uma preocupação a mais para a combalida indústria argentina. Ao analisar a relação entre os dois vizinhos sob a presidência de Lula, o jornalista declara que nunca houve um governante brasileiro tão disposto a sacrificar ganhos em alguns setores econômicos, em nome da integração regional.

“Esses interesses (da indústria paulista), que questionam o presidente por ser pró-argentino, são representados por José Serra”, afirma o texto, que segue. “Ninguém entende melhor do que Lula que uma harmonía com uma Argentina mais forte é um ativo que o Brasil capitaliza em sua projeção no cenário mundial”. Com base nas eleições no Brasil, Chile e Uruguai, que abrem a possibilidade para governos mais à direita nesses países, o artigo especula como seria o fim de mandato de Cristina Kirchner. A presidente argentina, argumenta o jornalista, se veria em meio a uma polarização na América do Sul entre Chávez e os seus aliados bolivarianos, e os novos mandatários, mais conservadores.

Indicação de Shannon para embaixada é sinal do prestígio do Brasil

Caso seja confirmada, a indicação de Thomas Shannon para o cargo de embaixador no Brasil será uma prova a mais da crescente importância que a diplomacia estadunidense dá ao País. Desde 2005, Shannon trabalha na Secretaria de Estado, como encarregado dos Assuntos do Hemisfério Ocidental, e é um dos mais respeitados e experientes nomes da relações exteriores dos Estados Unidos.

Esta semana, Shannon esteve em La Paz para conversar com o presidente boliviano, Evo Morales, para tratar da melhoria das relações entre os dois países. Questionado pelo repórter Carlos Valdez, da Associated Press, Shannon disse que não comentaria o assunto, dizendo que a decisão é do presidente Barack Obama e que, por enquanto, a Casa Branca não anunciou o seu nome.

Ele já trabalhou na Embaixada em Brasília entre 1989 e 1992 como assistente do embaixador.

Jornal paraguaio espera que Lula “não suborne” Lugo na questão de Itaipu

A visita ao Brasil do presidente paraguaio, Fernando Lugo, foi a manchete da edição de hoje do jornal ABC, com a declaração de que Itaipu é o tema principal para o governo vizinho. Desde que tomou posse, Lugo insiste na revisão do acordo assinado entre os dois países, em 1974, para a construção da usina. Ele se tornou o primeiro presidente paraguaio a questionar oficialmente o documento. Em editorial, o jornal afirma esperar que Lugo não seja subornado pelo presidenre Lula.

Fonte: www.abc.com.py

Argentina avaliza Celso Amorim para AIEA

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, conta com o apoio do governo argentino para se candidatar à presidência da Agência Internacional de Energia Atômica, a AIEA. Lula considera que Amorim,  um dos poucos ministros que permanecem no governo desde a posse em 2003, é um bom candidato para o cargo, pois mantem boas relações com países antagônicos, como Estados Unidos e Irã, ambos membros da agência. O ex-ministro argentino Rogelio Pfirter, que trabalhou no Governo Menem, lançou-se para a disputa, mas não teve o seu nome endossado pela Casa Rosada, que não considera  haver coincidências sobre o tema entre Pfirter e os atuais interesses do governo para a área. Por isso, a Argentina teria escolhido apoiar o brasileiro. Para se eleger,é necessário obter 24 votos em um universo de 35 países associados à AIEA.

Fonte: www.pagina12.com.ar

PSDB busca respaldo para fazer propaganda do Governo Serra em todo o País, diz Estadão

A edição deste sábado do jornal Estado de São Paulo mostra que o PSDB está buscando aval jurídico para fazer publicidade das ações do Governo de São Paulo, administrado pelo tucano José Serra,  em outras Unidades da Federação.  Por ora, a legislação paulista impede esse tipo de propaganda, exceto em casos de empresas estatais que disputam mercado em outros Estados.

Um projeto de lei a deputada Célia Leão, também do PSDB, que prevê a alteração na Constituição Estadual deve ser levado a votação na Assembléia Legislativa. Deputados  governistas afiram que a medida poderia incentivar o turismo em São Paulo. Para a oposição, a medida é suspeita por causa das eleições de , já que Serra é o principal nome do PSDB para disputar a presidência. Ainda segundo o Estadão, houve um aumento de 43% na verba de publicidade do Governo de São Paulo este ano em relação a 2008.

À procura de um vice para Dilma

Esta semana foi particularmente relevante em termos de discussão de quem seria o melhor vice na chapa da ministra Dilma Rousseff em sua provável candidatura à presidência da República, no ano que vem. Mineira,  Dilma esteve em seu estado natal na sexta-feira para assinar, em Belo Horizonte, o primeiro contrato do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal. E chorou ao relembrar a sua infância em Minas.

A viagem serviu como uma tentativa de impulso para a sua campanha no segundo maior colégio eleitoral do País, em particular, e, como um todo, no Sudeste, região que concentra as três maiores economias e os três principais colégios eleitorais do Brasil. De um desses três Estados deve sair o candidato a vice da ministra, que desenvolveu a sua carreira política no Rio Grande do Sul.

Como Minas é, de qualquer forma, o seu berço, é provável que o nome do vice saia de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Caso o PMDB se mantenha aliado ao PT no cenário nacional, como sonha o Palácio do Planalto, as opções poderiam ser o governador do Rio, Sérgio Cabral, como quer o ministro da Justiça, Tarso Genro, ou o presidente da Câmara Federal, o deputado Michel Temer, de São Paulo, cujo nome foi aventado pelo conterrâneo senador Aloísio Mercadante.

O petista manifestou a necessidade de que a chapa tenha um nome forte no principal colégio eleitoral do País, para contrabalançar a força do provável candidato tucano, o governador do Estado, José Serra, que por sinal foi apoiado por Temer na eleição de 2002.

ECA deve inspirar nova lei argentina

Na semana que vem, o Congresso da Argentina deve voltar a apreciar os projetos de lei que preveem uma punição mais dura para menores que cometem crimes. E, segundo a edição desta sexta-feira do jornal Página 12, o Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor no Brasil desde 1990, deve subsidiar as discussões. A delinquencia juvenil, que há tempos preocupa os argentinos, voltou à discussão esta semana, depois que um garoto de 14 anos matou a tiros um homem de 45, que reagiu a uma tentativa de assalto. A insegurança é uma grande bandeira para as eleições legislativas nacionais, que acontecem no próximo dia 28 de junho.

Brasil gasta menos com Defesa do que o Chile

Presidente Lula, vice, José Alencar e ministro da Defesa, Nelson Jobim

Presidente Lula, vice, José Alencar, e ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresentam oficiais das Forças Armadas

Foto: José Cruz/ABr 16.04.2009

Um levantamento com os gastos em equipamentos militares feitos pelos países da América do Sul, publicado hoje pelo jornal Argentino La Nación, mostra que o Brasil, mesmo sendo disparado a maior economia da região, foi apenas o terceiro país sulamericano em volumes de compras de armamentos dos Estados Unidos, no período de 2004 a 2007. O levantamento foi feito pela ONG Nueva Mayoria.

A Colômbia, que enfrenta guerras contra narcotraficantes e guerrilheiros das Farc, gastou US$ 894 bilhões no período. Em segundo lugar ficou o Chile, que empenhou US$ 762 bilhões, quase cinco vezes mais do que a vizinha Argentina, segunda economia da região, e que desde a derrota na Guerra das Malvinas e o consequente fim da ditadura militar, reluta em aplicar dinheiro com as forças armadas.

O Chile, por sua vez, gastou bem mais do que os US$ 566 bilhões de dólares aplicados pelo Brasil. O curioso é que apesar de ter problemas disputa territorial com os três países com que faz fronteira (Peru, Bolívia e Argentina, parecem baixas as possibilidades de que haja uma evolução para um conflito armado.

Por outro lado, o Brasil tem demonstrado interesse em aumentar o seu arsenal de defesa, em função da Amazônia e das recentes descobertas de reservas de petróleo ao longo do litoral. Hoje, a Agência France Press noticiou a disputa entre três fabricantes de aviões militares para ver quem deve fornecer ao Brasil 36 aeronaves dentro do programa FX2, de renovação da frota aérea. O contrato deve ficar entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões. Estima-se que até 2040 o número de equipamentos comprados pode atingir 120.

Pesquisa mostra Serra com 51,58% no Paraná, mas nome apoiado por Lula poderia obter 46,17%

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, aparece apenas em terceiro lugar na preferência dos paranaenses para a eleição presidencial em 2010, segundo levantamento feito pela Paraná Pesquisas, publicado pelo Jornal do Estado. A virtual candidata do PT recebeu 10,2% das intenções de voto, ficando atrás do governador José Serra, do PSDB, e do deputado federal Ciro Gomes, do PSB. Ciro, que foi minsitro de Lula no primeiro mandato do petista, declarou recentemente que Dilma não tem experiência política e disse, esta semana, que o Brasil não cabe na polarização entre o PT e o PSDB. Apesar do desempenho modesto da virtual candidata oficial, vale ressaltar que quando perguntados de votariam em um candidato apoiado por Lula, 46,17% dos entrevistados disseram que sim. Resultado interessante para um estado da Região Sul, onde Lula enfrentou mais dificuldades para se eleger.

Perda de tempo? Senado brasileiro discute adesão da Venezuela ao “finado” Mercosul

A Comissão de Relações Exterioes e Defesa Nacional do Senado Federal (CRE) discutiu, durante três horas, nesta quinta, 16 de abril, a arrastada adesão da Venezuela ao Mercosul, ratificada rapidamente pelos parlamentos argentino e uruguaio, mas que encontrou sérias dificuldades no Paraguai e no Brasil.

Texto publicado pela Agência Senado mostra que embora haja aceitação praticamente unânime da importância da entrada da Venezuela no bloco. Mas enquanto governistas e o PSOL defendem com unhas e dentes a imediata adesão do vizinho amazônico, partidos de oposição continuam discutindo a conveniência de ter o presidente venezuelano, Hugo Chávez, com voz ativa no bloco.

O problema é que, fora dos parlamentos fala-se cada vez menos no Mercosul, cuja sede em Montevidéu parece carecer de utilização significativa. Pelo jeito, até o próprio Chávez desistiu de reclamar da demora.

Cada vez mais isolado e sendo preterido até pelos presidentes Raúl Castro, de Cuba, e Cristina Kirchner, da Argentina, como nas discussões sobre o fim do bloqueio econômico à ilha, o líder venezuelano deve apostar, ideologicamente, na Alternativa Bolivariana para los Pueblos de America (Alba), e pragmaticamente na Unasur, que engloba todos os países da América do Sul, à exceção da Guiana Francesa.

Especialistas em relações internacionais assinalam que o Mercosul fazia sentido quando foi criado, em 1991, época em que Brasil e Argentina tinham economias com tamanho parecido e podiam, juntos, ajudar no desenvolvimento de Paraguai e Uruguai. Com a supremacia regional brasileira, a ideia perdeu a razão de ser.

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