A maioria das afirmações contundentes feitas por Caetano Veloso em suas entrevistas tem o objetivo básico de gerar uma polêmica tola e lançar luzes sobre o seu ego. Como a sua insistência em desmerecer a obra de Woody Allen, mesmo quando está se dirigindo a um obscuro meio de comunicação de uma cidade do interior.Ele sabe que o assunto vai reverberar e, nas metrópoles, alguém vai mencionar o seu nome. Quem tem amigos leoninos sabe como isso funciona.
Mas as declarações que o compositor, cantor e, agora, analista econômico fez a Sonia Racy do Estado de São Paulo são reveladoras e mostram que a verborragia de Caeatano vai além da necessidade de aparecer. Falam sobre o cinismo de um artista que, outra vez incitado por um meio de comunicação, se arvora a emitir opinião sobre tudo, mesmo sob o risco de cair no ridículo.
Nem vale a pena se ater à qualificação do presidente da República como analfabeto e grosseiro. Nisso, Caetano apenas dá prosseguimento à compulsão por “colocar uma melancia no pescoço”, como se diz no interior da Bahia.
O mais revelador da entrevista é que, após se atrever a fazer análises (rasteiras e equivocadas) sobre os efeitos da política econômica do governo brasileiro, como se fosse o próprio Paul Krugmann, “o gato come” a língua de Caetano quando a repórter questiona os incentivos a artistas pela Lei Rouanet. Ele diz que não entende desses assuntos, que é como “uma daquelas moças”.
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Aécio entre tapas e beijos
Domingo é dia de futebol e nem tanto de política. Mas o cruzeirense Aécio Neves, que disputa a indicação do seu partido para a candidatura à presdência em 2010, virou notícia hoje por uma agressão que teria feito a sua namorada no fim de semana passado, durante um evento no Rio de Janeiro.
Curiosamente, a história foi publicada, com atraso de uma semana, pelo blog de Juca Kfouri, que serviu como preliminar da rodada deste domingo uma nota chamada “A Covardia de Aécio Neves”, postada pouco depois do meio-dia. Para aproximar a notícia do universo esportivo, Kfouri, que tem ligações com os tucanos de São Paulo, lembrou a pretensão de Aécio de que a partida inaugural da Copa de 2014 seja no Mineirão e não no Morumbi. O segundo ponto de confronto entre Aécio e o outro postulante tucano à presidência, o governador de São Paulo, José Serra.
Às 15h18, o blog de Juca publicou um comunicado, informando que o governo mineiro desqualificou a nota, considerando-a mentirosa e caluniosa. O blog manteve o post. Três minutos depois, o IG estampava em sua home fotos de Aécio em clima de romance com a namorada em uma praia de Florianópolis. Ontem. O que mostra que, por algum motivo, os veículos online estão com problemas de atualização.
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Tags: Aécio Neves, José Serra, Juca Kfouri
Em uma conversa sobre a sucessão presidencial no Brasil, um amigo chamou a atenção para a possbilidade do ex-ministro Antonio Palocci ser o candidato petista ao Planalto em 2010, caso Dilma Rousseff não decole. Por que não? Desde que foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal da acusação por quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, Palocci tem figurado como possível nome do partido ao governo de São Paulo. Mas porque ele concorreria à sucessão de José Serra se Lula pediu ao ex-ministro Ciro Gomes que mude seu título para São Paulo e concorra ao governo?
Se o lulismo sonha em ter uma candidatura única no plano federal, mesmo com os altos índices de popularidade do presidente, não parece que seria uma ideia muito boa ter dois candidatos em São Paulo, estado que concentra a maior resistência a Lula e que é governado há 15 anos pelo PSDB. A lógica é ter ou Ciro ou Palocci enfrentando o candidato tucano que, a depender do andar da carruagem, pode ser o próprio Serra.
Aliás, não fosse a dualidade entre o PT e o PSDB em São Paulo,uma aproximação entre esses dois partidos, sonhada por alguns integrantes de parte a parte, poderia começar já nesta eleição. Lula já manifestou a sua satisfação com o fato de não haver nenhum “candidato de direita” no páreo para a sua sucessão. Mas obviamente quer eleger a sua candidata (eventualmente pode ser um candidato).
Entre os tucanos, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que também postula ser o candidato de seu partido, não teria nenhum constrangimento em compor com o PT, como fez na última eleição para a prefeitura de Belo Horizonte. Mas sabe que no ano que vem o clima entre as duas legendas ainda vai estar pesado no plano nacional. Ele já expressou o seu desejo de uma aproximação futura.
Aproximação que pode chegar mais cedo ou mais tarde a depender de quem ocupe a presidência nos próximos quatro anos. Uma eventual vitória de Serra pode alimentar o acirramento dos ânimos entre tucanos e petistas. Em compensação, a eleição de Aécio, pelo PSDB, poderia abreviar a separação entre os dois partidos que, em tese, têm mais afinidades do que diferenças.
No PT, o nome de Palocci teria grandes possibilidades de , caso eleito, manter uma convivência civilizada com a base tucana, deixando para o Democratas o papel de exercer uma oposição hostil. O ex-ministro, que é um médico paulista com sobrenome italiano, e não um imigrante nordestino com baixa escolaridade, também poderia contar com uma melhor aceitação dos barões de São Paulo, inclusive os da mídia.
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Tags: Aécio, Dilma, Lula, Palocci, Serra
Em Brasília, na maioria dos estados e nos grandes municípios brasileiros, os órgãos dos poderes executivo, legislativo e judiciário são um dos principais empregadores de jornalistas. Não seria leviano afirmar que, em muitas praças, há mais profissionais de comunicação social a serviço de políticos, juízes, desembargadores e funcionários públicos de menor patente do que em redações de jornal, TV, rádio e internet.
A questão é: porque a sociedade deve pagar o salário desses trabalhadores se eles não fazem jornalismo público? Pelo País afora, um exército de profissionais de texto, imagem e áudio dedicam o seu dia a captar e divulgar informações que interessam ao servidor público que os contratou, mas não ao conjunto da sociedade.
Nem estão incluídos nesta lista os profissionais dotados na Agência Brasil que, em tese, gozam de maior indepedência editorial do que as assessorias de imprensa. Trata-se explicitamente do batalhão de jornalistas diretamente a serviço de órgãos públicos. O Diário Oficial, cuja existência não se discute, geralmente é produzido pela assessoria principal de cada um dos Três Poderes.
Um governo estadual, por exemplo, conta normalmente com uma equipe de repórteres, redatores e fotógrafos para cobrir, diretamente, a agenda do governador. Em escala menor, a redação oficial se reproduz em cada secretaria de Estado ou autarquia, com a produção de inúmeras publicações impressas, programas de rádio e TV. É preciso dizer que muitas vezes esse material é enviado aos meios de comunicação que os veiculam sem cerimônia, como se fosse produção editorial própria.
Para que servem as assessorias? É necessário produzir uma matéria a cada trecho de estrada recuperado ou hospital inaugurado, sendo que essas obras devem ser divulgadas também através de publicidade? Seriam um antídoto para as coberturas venenosas feitas pelos meios que fazem oposição aberta a um governo? Pouco provável: os jornais distribuídos gratuitamente pelos governos não costumam ter repercussão além dos círculos de jornalistas e publicitários. Criar jornalões e emissoras de TV e rádio para competir no mercado? Esse foi o caminho adotado na Bolívia e na Venezuela, onde os presidentes Evo Morales e Hugo Chávez, respectivamente. O problema é que, justa ou injustamente, o material produzido não é levado a sério por uma parcela significativa da população.
Porque não investir, então, em jornalismo público de verdade? A BBC, veterana emissora britânica, goza de uma credibilidade invejável e é um modelo a ser seguido. Hoje, dia 13 de setembro de 2009, o site da emissora foi o sétimo mais acessado no Reino Unido, segundo o www.alexa.com Um resultado bem melhor do que o obtido pelo conceituado The Guardian, cujo site apareceu em décimo nono lugar.
A credibilidade da BBC deriva diretamente do fato de que os seus profissionais não são antigos colegas de faculdade do político que está no poder. São jornalistas de carreira que têm ampla independência editorial e, por isso, são mais respeitados do que quem escreve, por exemplo, para veículos de comunicação ligados aos grandes grupos.
A diferença é que a verba que mantém a BBC não é estipulada pelo governo. Os contribuintes britânicos pagam anualmente uma taxa que vai diretamente para os cofres da empresa, sem possibilidade de ser cortada ou desviada pelo Poder Executivo. Mais uma taxa em um país cheio de impostos? Talvez seja melhor do que pagar involuntariamente os salários de quem escreve o que o governador quer que seja publicado. Talvez as assessorias devam continuar existindo, mas uma empresa de jornalismo público seria mais útil à sociedade.
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Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil Brasília
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales assinarão neste sábado (22) acordo bilateral que prevê o investimento brasileiro de US$ 332 milhões para a construção de uma rodovia entre as cidades bolivianas de Villa Tunari e San Ignacio de Moxos. A rodovia será contruída por uma empresa brasileira e terá 306 quilômetros, ligando os vales de Cochabamba e a Amazônia boliviana. A contrapartida da Bolívia será de US$ 80 milhões para a construção da obra. No futuro, a estrada também terá ligação com corredor interoceânico, cuja construção está prevista em um acordo assinado em dezembro de 2007, entre Lula, Morales e a presidente do Chile, Michelle Bachelet. A previsão é de que o corredor se estenda entre os portos de Santos e Iquique, no Chile, passando pela Bolívia.
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Em artigo publicado na edição de hoje do jornal Página 12, o articulista Horacio Verbitsky afirma que uma eventual chegada de José Serra à presidência, em 2010, significaria, além de uma guinada à direita no Brasil, uma preocupação a mais para a combalida indústria argentina. Ao analisar a relação entre os dois vizinhos sob a presidência de Lula, o jornalista declara que nunca houve um governante brasileiro tão disposto a sacrificar ganhos em alguns setores econômicos, em nome da integração regional.
“Esses interesses (da indústria paulista), que questionam o presidente por ser pró-argentino, são representados por José Serra”, afirma o texto, que segue. “Ninguém entende melhor do que Lula que uma harmonía com uma Argentina mais forte é um ativo que o Brasil capitaliza em sua projeção no cenário mundial”. Com base nas eleições no Brasil, Chile e Uruguai, que abrem a possibilidade para governos mais à direita nesses países, o artigo especula como seria o fim de mandato de Cristina Kirchner. A presidente argentina, argumenta o jornalista, se veria em meio a uma polarização na América do Sul entre Chávez e os seus aliados bolivarianos, e os novos mandatários, mais conservadores.
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Caso seja confirmada, a indicação de Thomas Shannon para o cargo de embaixador no Brasil será uma prova a mais da crescente importância que a diplomacia estadunidense dá ao País. Desde 2005, Shannon trabalha na Secretaria de Estado, como encarregado dos Assuntos do Hemisfério Ocidental, e é um dos mais respeitados e experientes nomes da relações exteriores dos Estados Unidos.
Esta semana, Shannon esteve em La Paz para conversar com o presidente boliviano, Evo Morales, para tratar da melhoria das relações entre os dois países. Questionado pelo repórter Carlos Valdez, da Associated Press, Shannon disse que não comentaria o assunto, dizendo que a decisão é do presidente Barack Obama e que, por enquanto, a Casa Branca não anunciou o seu nome.
Ele já trabalhou na Embaixada em Brasília entre 1989 e 1992 como assistente do embaixador.
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Tags: Thomas Shannon
A visita ao Brasil do presidente paraguaio, Fernando Lugo, foi a manchete da edição de hoje do jornal ABC, com a declaração de que Itaipu é o tema principal para o governo vizinho. Desde que tomou posse, Lugo insiste na revisão do acordo assinado entre os dois países, em 1974, para a construção da usina. Ele se tornou o primeiro presidente paraguaio a questionar oficialmente o documento. Em editorial, o jornal afirma esperar que Lugo não seja subornado pelo presidenre Lula.
Fonte: www.abc.com.py
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O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, conta com o apoio do governo argentino para se candidatar à presidência da Agência Internacional de Energia Atômica, a AIEA. Lula considera que Amorim, um dos poucos ministros que permanecem no governo desde a posse em 2003, é um bom candidato para o cargo, pois mantem boas relações com países antagônicos, como Estados Unidos e Irã, ambos membros da agência. O ex-ministro argentino Rogelio Pfirter, que trabalhou no Governo Menem, lançou-se para a disputa, mas não teve o seu nome endossado pela Casa Rosada, que não considera haver coincidências sobre o tema entre Pfirter e os atuais interesses do governo para a área. Por isso, a Argentina teria escolhido apoiar o brasileiro. Para se eleger,é necessário obter 24 votos em um universo de 35 países associados à AIEA.
Fonte: www.pagina12.com.ar
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A edição deste sábado do jornal Estado de São Paulo mostra que o PSDB está buscando aval jurídico para fazer publicidade das ações do Governo de São Paulo, administrado pelo tucano José Serra, em outras Unidades da Federação. Por ora, a legislação paulista impede esse tipo de propaganda, exceto em casos de empresas estatais que disputam mercado em outros Estados.
Um projeto de lei a deputada Célia Leão, também do PSDB, que prevê a alteração na Constituição Estadual deve ser levado a votação na Assembléia Legislativa. Deputados governistas afiram que a medida poderia incentivar o turismo em São Paulo. Para a oposição, a medida é suspeita por causa das eleições de , já que Serra é o principal nome do PSDB para disputar a presidência. Ainda segundo o Estadão, houve um aumento de 43% na verba de publicidade do Governo de São Paulo este ano em relação a 2008.
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Tags: Serra
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