Em seu comentário semanal na Rádio Metrópole, o ex-governador Paulo Souto disse que o presidente Lula exagerou nas críticas implícitas ao ministro Marco Aurélio de Mello, do TSE, ao dizer que seria muito bom que o juidiciário metesse o nariz em suas próprias coisas.
Ao assinalar que o programa Territórios de Cidadania está sendo lançado em um ano eleitoral, Souto disse ainda que ninguém melhor do que Mello para emitir um juízo sobre a legitimidade ou não do lançamento do programa.
Em nome da legalidade, o ex-governador lança mão de dois pesos e duas medidas. Ignora o fato de que, como juiz, o ministro Mello não pode declarar publicamente opinião sobre um fato que ele mesmo vai, eventualmente julgar, e tampouco servir como estímulo para que oposição entre na justiça contra o Executivo. Aliás, não foi a primeira vez em que Marco Aurélio “adiantou” publicamente seu voto. Aliás, o jornal O Estado de São Paulo publicou no domingo, dia 2, uma entrevista com um jurista que coloca um pingo nos is: juiz julga, não antecipa seu voto.
Por outro lado, o ex-governador exagera ao dizer que o país esteve próximo a um terromoto institucional com a troca de farpas entre Lula e Marco Aurélio. Claro que, a julgar pelo seu comentário na rádio, Souto reservou para Lula o papel do incendiário, enquanto o ministro foi pintado como a voz da razão.
Certamente, o ex-governador, que integra o grupo político hegemônico ao longo de 16 anos tem uma boa experiência sobre como deve se dar a independência e a harmonia entre os três poderes.

p.s. ver enquete a respeito o assunto em www.ocronista.net



No Responses Yet to “Souto, Lula e Marco Aurélio Mello”  

  1. No Comments Yet

Leave a Reply