Menino do MEP: a Folha de S.Paulo “estupra” o seu Manual de Redação

Independente do que aconteceu ou deixou de acontecer na cela em que o atual presidente da República ficou preso por 31 dias, durante a ditadura militar, quando ainda era um líder dos metalúrgicos do ABC, e independente das razões que levaram o cientista político e ex-fundador do PT, Cesar Benjamin, a acusá-lo, em 2009, de haver tentado estuprar um companheiro de cela em 1980, (sendo que ele declarou ter conhecimento do suposto crime em 1994) chama a atenção a irresponsabilidade da Folha de São Paulo de lançar uma acusação desse porte contra a principal autoridade do País em meio a um artigo de um colunista, como se fosse uma informação qualquer.

Já surgiram vozes afirmando que cabe agora ao presidente se defender na justiça, pois o seu eventual silêncio apontaria para uma confissão de culpa. Não foi esse o padrão de jornalismo que eu captei na leitura do Manual de Redação da Folha de S.Paulo, que, em tese, exige dos seus repórteres objetividade, isenção e o maior número de pontos de vista possível sobre um assunto.

Tudo bem, não era uma reportagem, mas um artigo assinado. Mas a decisão de publicar uma acusação de estupro (naquele tempo seria abuso sexual copular, pois até a recente mudança da legislação homens não eram estuprados) cabe ao jornal, que já rejeitou contribuições de articulistas por linguagem supostamente chula. E agora publica um palavrão. por algum motivo, a Folha está “estuprando” a sua história no jornalismo.