Sobre cinema e cerveja

Cliente do bar Bagacinho, na Barra, o cineasta Alexandre Guena foi além de uma reunião com os amigos numa mesa para falar de cinema. Ele decidiu usar a sua rede de contatos para exibir, uma vez por semana, filmes produzidos na Bahia, como o documentário Bahia Sci-Fi, de Petrus Pires, sobre o primeiro filme de ficção científica rodado na Bahia, Abrigo Nuclear (1981), feito por seu pai, Roberto Pires. O documentário foi exibido no último dia 11 de abril.
Batizado de Bagacine, o projeto de Guena em parceria com Karla Baqueiro, do Bagacinho, acontece às terças, a partir das 20h. Após a exibição dos filmes, curta ou média-metragem, ocorre um bate-papo sobre a produção com o diretor, produtor ou parte do elenco.
Além do próprio Guena, já passaram por lá o italiano Max Gaggino (Menino Joel), que exibiu o curta Haram, premiado em Gramado, sobre um casal de origem árabe que migra para Salvador, e o jornalista Chico Castro, autor da videobiografia da banda Úteros em Fúria.

Alexandre Guena começou a carreira em 1997, como estagiário da Truq Cine Video, e três anos depois foi indicado ao Video Music Brasil, da MTV com “ I Cant Help MyselfFromGettin It On” vídeo dos Dead Billies. Em 2006, o vídeo Memórias (Pitty) dirigido por ele foi premiado como melhor vídeo do ano pelo MVB e pelo Multishow. Participou do Festival de Berlim em 2004, com o vídeo Orgasm#1.