Adivinhe quem te convida para jantar

Depois de alguns meses de namoro, Rose, uma moça branca de classe média alta, decide que está na hora de apresentar o companheiro, Chris, um fotógrafo negro, à família. O rapaz pressente que isso não é uma boa ideia, mas acaba indo ao ouvir dela que sua familia está longe de ser racista.
Esse é o ponto de partida de um roteiro que parece repetir a fórmula de Adivinhe quem vem para  jantar (1967) Mas o filme deixa claro desde os primeiros minutos, antes mesmo da aparição dos protagonistas, que vai desenvolver uma trama de suspense e não um drama racial.
À exceção do irmão de Rose, um jovem  afeito a esportes violentos, a família cumpre o protocolo de uma casa em que aparentemente não há preconceitos, embora falas e gestos dos parentes explicitem que Chris não é exatamente um deles.
O cara exerce uma estranha atração sobre os parentes de Rose, assim como os amigos da família que visitam   a casa enquanto ele está por lá.  Uma atração que, misturada a um flagrante racismo e a algo de repulsa,  vai desencadear atos de extrema violência.
Uma vez que a trama começa a ficar clara, o filme cumpre o que promete, com sequencias de tirar o fôlego dos espectadores e muito sangue de personagens.  Nesse ponto, o que começou como um remake da história interpretada por Sidney Poitier, descamba  para uma ficção à moda Sexta-feira 13.
O roteiro tem pelo menos uma grande falha, que é não dar pistas de como,  além da questão racial, a profissão de Chris é importante para a trama.
Bom entretenimento para quem tem estômago. Se não for seu caso, corra!